sábado, 26 de maio de 2012

DIÁLOGO DE UM CÃO COM DEUS

"Sabe Senhor. Ainda não entendi, viemos à praça, pensei ser um passeio, estranhei, ele não tinha esse hábito, mas vim, feliz. Aqui chegando, deu as costas, entrou no carro, e nem disse adeus.
Olhei para os lados, nem sabia o que fazer ainda tentei seguí-lo e quase fui atropelado. O que eu teria feito de tão mau?
À noite, quando ele chegava, eu abanava o rabo, feliz, mesmo que ele nunca viesse me ver no quintal. Às vezes eu latia, mas havia estranhos no portão, e não poderia deixá-los entrar sem avisar meu dono.
Quem sabe foi a mando de minha dona, por eu estar lhe dando trabalho. Não foram as crianças: elas me adoravam, e creio que nem sabem o que aconteceu, devem ter-lhes dito que eu fugi.
Como sinto saudades! Puxavam-me a cauda, às vezes eu ficava uma fera, mas logo éramos amigos novamente.
Estou faminto, só bebo água suja, meus pêlos caíram quase todos. Nossa, como estou magro!
Sabe, Pai, aqui neste canto que arrumei para passar a noite, faz muito frio, o chão está molhado. Creio que hoje vou me encontrar aí contigo, no céu. Meu sofrimento vai terminar, e mesmo em espírito, vou ter permissão para ver as crianças. Peço-vos, então, não mais por mim, mas pelos meus irmãozinhos. Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão. Como eu, sozinhos não viverão mas que alguns meses na terra do homem. Amenize-lhes o frio, igual ao que agora eu sinto, com o calor de atos de pessoas abençoadas. Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado. Mate-lhes a sede com a água pura de seus ensinamentos, transmitindos ao homem, elimine a dor das doenças, extirpando a ignorância da terra. Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em rituais, em laboratórios e tudo mais, tirando dos humanos o gosto pelo sangue. Ampare as cachorrinhas prenhas que verão suas crias morrerem de fome, frio e pestes, sem nada poderem fazer. Abrande a tristeza dos que, como eu, abandonados - Entre todos os males, o que mais doeu foi esse.
Receba, Pai, nesta noite gélida a minha alma, pois não será mais meu sofrimento, mas dos que ficarem, e por eles vos peço.
Amém..."

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cria laços com as pessoas que te fazem bem, que te parecem verdadeiras. Desfaz os nós que te prendem aquelas pessoas que foram significativas na tua vida mas, que hoje, deixaram de o ser. O nó aperta, laço enfeita, por isso não guardes nada de quem te fez mal, deixa tudo ao lixo e que não reste nada!

Joana Miranda (Ciganinha)

quarta-feira, 23 de maio de 2012




 



 

 
Posso Errar?
Por Leila Ferreira




Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi
num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver
que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem
shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um
(xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.
Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.
Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova
de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo
que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer
para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se
esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa
certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra
quem? Ou: certa por quê?

O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se
casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês
para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a
aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo
de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã.

 E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o
vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na
hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que
está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas
talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já
fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”,
mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que
fosse para “errar”.

Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos
problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente
tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça.
O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem.
Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro
—, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O
mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por
cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho
que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna
parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá
status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer
um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.

O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem
quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta:
“Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu
não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de
coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente
faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens
que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa,
nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem
carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos
aposentar régua e compasso.



*Leila Ferreira* é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro
Mulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo

terça-feira, 22 de maio de 2012


domingo, 20 de maio de 2012

AMIZADE


Quando foi que começou a nossa amizade ? Não sei...
Não te parece engraçado que queremos sempre lembrar o dia e o momento exato de certos acontecimentos importantes dos nossos relacionamentos ?
Contudo, quando se trata de amizades, nada disto ocorre, e apenas há lembrança de momentos vagos e inesquecíveis através de anos...
No presente lembras o passado, recordando esta ou aquela data pelos acontecimentos importantes ocorridos junto a pessoas, porém não tens motivos para dizer o dia exacto em que começastes a ser amigo de alguém...

E mais, talvez no início não tivesses intenção, ou não previstes que algum dia poderias desenvolver um sentimento, com aquela pessoa que hoje tens como grande amiga...

Estive pensando em tudo isto e, bem, não importa se o relacionamento é de cinco, dez, vinte anos ou de uns poucos dias...

O importante é que neste mesmo tempo se construiu a confiança, o respeito, a tolerância, o carinho.

Que a vida te seja sempre sorridente !
Lembra-te que sempre que sorrires se apaga uma tristeza e se acende uma esperança !
Muitas pessoas entrarão e sairão de tua vida, mas só as verdadeiramente amigas deixarão marcas em teu coração !
Para governar-te, usa a cabeça; para comportar-te junto aos outros, usa o teu coração.O receio é apenas um aviso de perigo.

O ontem é história, o amanhã um mistério ! E o hoje é uma dádiva e por isto o chamamos presente...
Mostra aos teus amigos o quanto lhes queres !
( Autor Desconhecido)


sexta-feira, 18 de maio de 2012

"Se um sonho cair e se quebrar em mil partes, não tenha medo de pegar uma delas e começar novamente."
"O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores."

Mário Quintana
"Se você soubesse como gosto de suas cheganças, você chegaria correndo todo dia."

Chico Buarque