sábado, 23 de outubro de 2010

Shibumi


Tantas vezes...
nossas vidas andam complicadas
confusas... frias... sem vida...
Olhamos para o lado
e não enxergamos quase nada
Olhe...veja sua essência...
teu jeito simples de viver
assim teremos Shibumi...
Deste instante em diante
vamos simplificando tudo
dando delicadeza e elegância
Compreensão a tudo
é pura leveza do nosso ser
Shibumi...
também é transformação da nossa existência
podem ser ainda as pequenas coisas
que muitas vezes nem olhamos
ou nem damos importância...
Esta palavra japonesa
tem muito significados
representando na essência
a simplicidade de ser
o momento simples de viver
a sinceridade...
e até mesmo deixar acontecer...
Shibumi é a transparência
a verdadeira razão de viver
pura inspiração...
vida natural...
a insustentável leveza do ser.
(Fouquet,)

A Luz qe acende o Olhar (Debora Blando)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010


Bolhas de sabão

Era uma vez uma vovó
chamada Dona Filó.

Morava sozinha
com Galinha,
sua gatinha.

Todo dia,se sol fazia
ou se chovia,
Dona Filó saia.

Arrumava-se toda:
água de alfazema,
chapéu cor de açucena,
com uma pena,
bem pequena
presa na aba.

Um vestido,
cor de jabuticaba,
bem comprido,
-reto e discreto-
com um capuz

Tomava o ônibus,
assim, toda fina,
logo ali, na esquina.
Sentava-se no banco
duro feito tamanco.

Mas não importava,
viajava e sorria...
Era isso que queria.

Janela aberta,
ia bem alerta
E a brisa à solta
trazia de volta,
em pensamentos,
pessoas e momentos.

Aí, olhava ao redor
ao longo do corredor
gente sentada
parada
sisuda
bicuda.

Então,
de mansinho,
com carinho,
buscava um vidrinho.

Com ar divertido,
sorriso contido,
suavemente,
soprava danças
para aquelas crianças
a seu redor.

E , pelo corredor,
com a brisa da janela,
caiam
e riam,
sem educação,
mil bolhas de sabão.

Marli

Bolha de Sabão


Versos e amores
são como as ondas.
As vezes vêm, as vezes vão...

Sempre rebentam
em algum lugar.
Espuma branca, a desfazer no ar...

Leves,
insustentáveis,
inconsistentes...

Vapor, fumaça, nuvem...
Brisa suave,
estrela cadente...

Poeira no sol,
que entra pela fresta.
Flores de dente de leão...

Algodão doce,
neblina, cerração...
Painas levadas pelo vento...

Bolhas de sabão...

Feitos da mesma essência,
breve e etérea,
a desfazer no ar...

(Nidya Bonetti)

sábado, 16 de outubro de 2010


"Ser autêntico, é não ter que provar nada pra ninguém."









Fernanda Young